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sexta-feira, 19 de setembro de 2014

PARA MINHA ALEGRIA

Como se diz a alegria? Em sementes que germinam em terra molhada? É necessário saber dizer a alegria. Como se diz a alegria? Em espasmos delirantes de paz e de mansidão que se aninham nas curvas de um corpo? Como, alegria? Como te hei de dizer? És sol quando tenho frio? És uma brisa, os rumores de um rio? Como te hei de dizer? A beleza dos olhos mais contemplativos de antigas damas. O sal! És o sal contido em que me não posso conter. Não te sei dizer, alegria. Mas sei. Estás comigo. Fico apenas com a falta. Porque ainda é necessário dizer-te.

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