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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

PUDOR PARA O LUAR



Por que não seriam cabisbaixos
Alguns luares?
Há lugares para todos.
Sou contemplativa.
Estou outrem.
Que os olhos nada me contem!
Que o mundo me seja tíbio.

O vício que seja comigo
O não-dano que consigo
De reafirmar desordem.

Calejada em calar-me
Ouso pedir a mim-outrem
Que me toque com brandura.
Que me seja cabisbaixo
O rubor que ainda ensaio.

E que não me ponha nua
Enquanto olho para baixo
E ainda assim vejo a Lua.

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