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segunda-feira, 11 de agosto de 2014

LIRA DO BATOM



Desafio-te, ó nariz do clown!
Pois se te presumes a menor máscara do mundo
Rende-te à exiguidade – fatal - do batom.

Lança os olhos à inevitável pequenez
Do intenso que cobre o que em nós murmura.
Toca com leveza o que é efêmero
Toca com ternura.

Nariz do clown.
És uma lágrima.
Em uma cor, uma dor.
Mas o batom, que cores!
Incalculáveis delizes

Para cada amor.

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