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quinta-feira, 29 de setembro de 2011

ilimite

ilimite


No ilimite de todo limite, limitei NÃO, JÁ NEM SEI OU SABERIA OU SOUBE,
tem qualquer coisa, nesses limites, de perigoso, qualquer coisa que é o que não fazemos,
dedos em clitóris, clitóris em dedos, qualquer coisa, isso a que se toca, que está tão próximo,
coração cerebral nas vísceras do sexo deste texto, qualquer coisa tão próxima, mulher passando, a terceira, a quarta, a quinta, e outras tantas pessoas da trindade, da quartandade, outras ainda idades quaisquer, qualquer coisa, aqui, a mulher do próximo, do irmão, do amigo, do conhecido, a cunhada, meu deus, qualquer coisa, a aluna « falo como homem, e sei que vai ler diferente se for mulher, se for gay, polissexual, a partir de uma variável do tesão, que for a sua»

tem qualquer coisa tão próxima, o banquete, a festa, o abraço, a dança, os eua dentro do afeganistão dentro dos eua, o barraco vulnerável no barranco de todo desespero e humilhação e a mansão no bairro mais rico do mundo, qualquer coisa, a chave, liga isso tudo, pelo bem e pelo mal, qualquer coisa que uma é a outra, que uma explica a outra, que uma goza com a outra, que uma sacaneia ou dignifica a outra, qualquer coisa outra, já que essa qualquer coisa que atrapalha, que inviabiliza, que fracassa, que ata os fios que matam é a que impera, qualquer coisa outra fora dentro dela é a que interessa

o resto, sim o resto, o que resta, dentro e fora, o que resta dessa qualquer coisa viavelmente inviável, marido, esposa, pai, mãe, filho, filha, pátria, amigo, amiga, emprego, conhecido, astros da tv e do cinema, a minha raça, o meu sexo, a minha classe, a minha profissão, tudo resto no que resta em tudo isso, o que resta é o chute no saco « falo como...» do que resta, nesses restos de incesto, nesses cestos da gente lá dentro dele, dentro da gente quando dentro do incesto dos parentes e dos próximos e dos conhecidos., nesses exílios de dentros, de acordar com, de ouvir o, de falar com, de estar com, de amar a, qualquer coisa outra, aqui perto, é o parto de um outro mundo, de um mundo outro em que amar é ter coragem de ultrapassar as ilhas das proximidades pra tocar ali, com a paixão de um não tédio, a paixão de quem sabe ou pensa que sabe que tudo pode ser lá, que tudo pode ser algures dentro de nenhures
desde que

FRAGMENTOS


PARA GARRETT

       Não te amo. És bela; e eu não te amo, ó bela.
      Quem ama a aziaga estrela
      Que lhe luz na má hora
      Da sua perdição?
                                                    Almeida Garrett

Afundar-se e esquecer-se de si no abismo da inteligência. Quem dera fosse possível que alguém o fizesse. Mas não. Resta-nos, como lembra POE, a lamentação pelas forças do ser excelido em plena consciência do poder de exceler, uma vez que já não se admite a validade prática do pensamento humano senão como fomento à vaidade. A dor de permanecer em um mutismo consciente é abominável; porém, mais abominável é ver que tudo o que é vão e chulo cresce com o vigor e a fortaleza das trepadeiras parasitas. Assim eu pudesse me esquecer do que vejo, do que ouço, do que presencio; sim, o mundo é iníquo. E pior: a iniquidade se impõe a todos como o caminho da luz. No entanto, lembro-me de Garrett e de sua aziaga estrela: há luzes e luzes; o fogo-fátuo, embora seja luz, vem da matéria putrefata.
Como querer entrever as trevas e reconhecer o mal diante do brilho de estrelas amaldiçoadas pela vaidade?



PARA MANUEL BANDEIRA

Agora, o desespero. Mas creiam-me. Há desesperos bons, quem não os conhece. Sim, é certo que os há, lá no âmago das possibilidades do gozo físico, de cuja esfera as vulgívagas retiram o entender do amor, como crê Bandeira. Eu também creio. Agora, novamente, o desespero, e esse não é bom. Nem físico. E como podemos conceber o não-físico senão por tentativas e listas exaustivas de – quem sabe? Ah, as teorias. Posso ou não posso crer que se concebam. Etc.

Louca. Louca. Louca. Com o intelecto à solta, qual bicho bravio, dando coices nas margens do pensamento.

Louca!




PARA ÉRICO VERÍSSIMO

NOITE DE VENTO... Não a noite dos mortos, mas o ambiente supremo da inquietação do solitário. Há, nas noites de vento, o campo livre para as recordações, a meditação, a contemplação – e as lamentações. Imagens antigas acodem, num ímpeto voluptuoso. Há o torpor do desespero e do estro. Misturam-se, em vagas e fugidias passagens do pensamento, cantigas de ninar, velhas orações, parentes, amigos, inimigos, concreto, sol e domingos, muitos domingos, cheios de sol sobre o concreto. Tristes como o sol sobre o concreto. A dor da noite de vento é a dor do tempo que passa, tentando mostrar que o faz (já que o tempo tenta passar escondido em domingos de sol sobre o concreto). Pobre de mim, que não consigo me desligar da triste luz do sol que brilha, que brilha, QUE BRILHA sobre o concreto (por mais que o vento vente, por mais que o faça na noite das noites, no extremo das possibilidades de não haver suspeita de luar). E o domingo está próximo, o tempo não parece ter o que esconder de si.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

AÇÃO!


 Pronto, já me cai a insônia perdida de mim e de todas as físicas. Olho-me imponente ao espelho do que penso que sou; mas sei que não sei dançar e que, por isso, eis-me no mundo que não sabe o que é descansar em paz. Meus olhos, de tão naturais, temem-se e fogem-se. Fósforos não inflamam se não os provocamos. Ah, os risos! Estou precisando de sinos e de pecados. Até que se acabe meu penteado, ai de mim, que nunca aprendi a ser vaidosa. E as gotas caem enquanto a mosca dura demais no vidro sujo de uma velha janela de subúrbio onde – nem pensem em abrir torneiras! Infelizmente não tenho o dom de sorrir para tudo. Como já pensei naquele dia de uma tensão não-minha e reveladora: a batucada continua.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

AO VIVO E A CORES!



Como propõe o mestre LUFT (2010, p. 29): “(...) puristas só aceitam televisão em cores (cp. em preto e branco). Fato: televisão a cores é a forma de uso; e televisão em preto e branco, que é outro uso[2].”
Há expressões idiomáticas que simplesmente nascem, independente de nossos desejos ou pretensões “lógicas”. “TV (ou tevê) a cores” provavelmente nasceu assim (e se houve rumores ou discussões, sabemos quem venceu), o que se comprova pelos velhos reclames, e pelo fato de que não se falava de modo diferente até o final do século passado (como comprova inclusive o que foi escrito por LUFT, falecido em 1995), quando alguém resolveu redescobrir o fogo, corrigindo o que (em sua pretensiosa e equivocada opinião) nascera torto, transformando os velhos rumores em uma grita infernal. O emprego das preposições no Português não é (e nunca foi) estritamente bem-resolvido como pensam (ou gostariam) certas “autoridades” que andam por aí. Há muitas situações em que se empregam as preposições arbitrariamente, simplesmente à mercê do bom e velho uso: copo de vinho (será que alguém desejará corrigir isso porque o copo não é feito de vinho?), copo de cerveja, andar a pé (cp. andar de carro), arroz de leite, copo dágua, caixa-d’água, etc.
Comparar com “TV em preto e branco”? Ora, esse tipo de raciocínio já é uma confissão de plena ingenuidade acerca dos fatos da língua. Podemos sair à noite ou à tarde, mas e se o período for matutino? Irremediavelmente sairemos de manhã (aliás, no RS – sou gaúcha – a predominância, no uso, é a preposição “de” para os três casos): de manhã, de tarde, de noite. Quer dizer, comparações baseadas em tais paralelismos não corrigem, antes mostram aos leitores mais avisados o quanto a visão de quem as criou ou propôs é curta (sobre o idioma). Em tempo: tanto faz dizermos “de tarde” ou “à tarde”, e o mesmo vale para o período noturno; o uso em Português apenas abomina a preposição “a” para nos referirmos ao período matutino, e essa abominação é arbitrária como é arbitrário o gênero de sangue, leite e mel (que, no Espanhol, são femininos; e não se explica: assim é; o uso vale). Mas isso é discussão para outro momento. Por ora, voltemos à questão principal: a TV é a cores? Sim. TV a cores.
Quem quiser, que use expressão “TV em cores”, com base (ou não) naquele magnífico raciocínio da comparação com a versão em preto e branco, pois não há erro gramatical aí, o erro está só em pensá-la como única forma certa (seria ela, isso sim, a outra opção, a que a língua já não quis, mas pode mudar de ideia, e coexistirão talvez as duas formas, se houver ainda, em nossos tempos,necessidade de especificar tal tipo de tecnologia para a TV). Porém, mesmo com essa grita, a querer-se impor a forma “em cores” como a “correta”, ela soa mal à maioria dos brasileiros[3].
Aliás, nunca ouvi falarem de TV “em preto e branco”. Lembro-me de que, quando criança (sou de 1974), escutava somente a expressão “TV preto e branco”, sem preposição (hoje as especificações técnicas da TV são outras). Isso, evidentemente, é mera curiosidade, pois falamos em fotografias “em preto e branco” até hoje, quando elas representam a especialidade de alguns fotógrafos ou uma modalidade da arte de fotografar, mesmo com tecnologia digital. Porém, ainda com as fotos em preto e branco, não se justifica negar a validade gramatical de “TV a cores”. O mestre LUFT confirmou: trata-se de uso, (mal) comparado a um outro uso, como se houvesse base para definir um uso como melhor que outro, quando não se trata de regra (de gramática), mas só (desculpem-me pelo caráter repetitivo) de uso.
Há quem ouse falar que “segundo as regras da Língua Portuguesa, o correto é ‘em cores’”. Que regras? As regras? Todas elas? O que são as regras? Existem regras no Português, como existem em qualquer outro idioma (concordância, ortografia, regência, etc.), mas nenhum idioma é capaz de, com a força de todas as suas regras, definir o uso de uma simples (e única) expressão idiomática que teria nascido assim ou assado. Além disso, não há GRAMÁTICA que condene a velha TV a cores (refiro-me a gramáticas de uso acadêmico, não a compêndios escolares, cujas falhas têm sido há muito apontadas por estudiosos sérios do idioma); aliás, a maioria (das gramáticas) nem ao menos põe o caso em questão. Para encerrar, pensemos no poder expressivo da frase que usei como título para esta postagem: AO VIVO E A CORES. Ela ainda está viva, apesar de não haver mais motivo para especificarmos que uma TV é a cores.  Alguém teria coragem de alterá-la? Seria mostrar o que há de mais patético na boa-fé dos incautos, além de destruir o que a frase tem de mais expressivo, poético e bem-humorado. E como soaria mal[4]!


[1] A falta do circunflexo em “mês” (no primeiro anúncio) marca uma hesitação ortográfica semelhante à atual (cp. 1971 a 2009): o acento das homográficas heterofônicas havia, na época, sido suprimido quase na totalidade (restou, e ainda resta, “pôde”, pret. perf.), daí caíram acentos em palavras como “fez” (v. fazer; a homográfica heterofônica era “fez”(é), singular desus. de fezes), mas não haviam sido suprimidas as regras “normais”, que dizem respeito aos monossílabos, oxítonas, paroxítonas e respectivas terminações, bem como não o foram com o novo Acordo (“mês” tem acento circunflexo até hoje; a velha regrinha dos monossílabos tônicos não mudou). Já vi, em jornais da atualidade, palavras como “fiéis” ou “hotéis” sem acento gráfico, também sintomas da hesitação que resulta de um modelo incipiente de ortografia (associaram, provavelmente, “fiéis” e “hotéis” a “assembleia” ou “ideia”, também ditongos abertos, mas que tiveram o acento suprimido em 2009). Mas isso também é assunto para outra hora. Apenas quis apresentar uma justificativa para a escorregadela ortográfica presente no anúncio.
[2] LUFT, C. P. ABC da língua culta. São Paulo: Globo, 2010.
[3] A mim, inclusive, que, caso seja necessário, uso (e recomendo) TV A CORES, pelos mesmos motivos que me fazem preferir RISCO DE VIDA a RISCO DE MORTE.
[4] Entendamos aqui “soar mal” como algo que não PAREÇA Português. Para mencionar o que NÃO É Português, lanço meu exemplo de praxe, “Eu vai dar uma soco no seu cara”. Isso sim: é contra as regras, é NÃO-PORTUGUÊS, é agramatical. O que está “fora de uso”, embora não seja agramatical, soa como se o fosse (que tal a expressão “ao vivo e em cores”)?

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

NÃO FIQUE TRISTE


Ninguém é mais ousado e inadvertido do que aquele que se atreve a admoestar à guisa de consolação. Não se pode ordenar a quem quer que seja que suprima a tristeza, pois o ser ou estar triste é, se não uma condição (à moda de Euclides da Cunha), ao menos um estado que se alcança sem que se o tenha pretendido, salvo em raros casos nos quais se ama a tristeza, e daí se passa a crer nela como melancolia, uma espécie de virtude para contemplativos, que creem ser a dor o cerne do prazer de estar em si (ou de estar vivo), mas aí não está  a tristeza que gera o imperativo negativo desta reflexão. Agora: NÃO FIQUE TRISTE. Como cumprir esse mandamento que só não é vazio de retórica? Irrelevante é chamar de irrelevante tal mandamento. Melhor que se houvesse dito: NÃO ADMOESTE O TRISTE, ao menos não para que abandone a tristeza, pois o admoestador já sabe de antemão que não verá cumprida a admoestação.  Estar ou ficar triste não é escolha, não é decisão; assim como deixar de o estar também não poderá (jamais) vir a ser uma tarefa. Vejo em NÃO FIQUE TRISTE o peso do desusado, do supérfluo, do grená sem necessidade (cor e palavra). Talvez, creiam alguns (e daí o possível retorquir), a consolação não esteja no imperativo, nem se espera (evidentemente) que haja algo que se cumpra, MAS na crença acerca da presença do outro na vida do triste; o outro mostra, ainda que só na superficialidade das palavras vãs, que não deseja a tristeza do triste. Então, será que a consolação estaria nessa vaga ideia de solidariedade que se dá por uma admoestação que de antemão se sabe inútil? Lembro-me da diferença que Celso Luft estabelece entre inútil e desútil; certamente é discussão mais útil do que admoestar alguém a abandonar a tristeza. Que se espera? Pois não?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

RISCO DE VIDA, SIM!!!!!

RISCO DE VIDA[1]
Antes de tudo, entendamos “risco de vida” como uma expressão idiomática, o que já lhe confere validade e dignidade em qualquer idioma, evidentemente. Em seguida, é mister sabermos que ela não existe apenas em Português (risque de vie, risk of life), daí jamais poderia ser chamada de “erro de Português”; há, em muitos brasileiros que praticam o ultra crepidam, invadindo a área de Letras como se nela fizessem ciência, a ingenuidade de pensar o Português como língua isolada ou única no mundo, bem à moda de Macabéa. Há também um terceiro ponto, não menos valioso: trata-se de expressão antiquíssima, o que se pode comprovar em registros literários[2] não só do Português; isso evidencia, e mais do que nunca, a consagração (de palavras ou expressões) pelo uso. Entretanto, uma vez que eu tenha mencionado o uso, vale dizer aos inadvertidos censores de plantão, que o uso a que me refiro não é simplesmente a liberação geral do tipo fale-se ou escreva-se como quiser; não, o uso não depende de escolhas individuais; ele se processa lentamente (por séculos, às vezes) na língua, como parte da evolução dela. Como exemplo, menciono rubrica, palavra que, por força do uso, teve seu significado original (marca feita com tinta vermelha, rubra) alterado, para hoje significar uma espécie de firma (assinatura) abreviada, feita com tinta de qualquer cor.  Não me esqueço do quarto ponto: o argumento com que se tem condenado de modo inepto a vetusta e canônica expressão “risco de vida”: algo relacionado a risco de ganhar a vida, ressuscitar. Nesse ponto, se o raciocínio proposto se baseava em alguma espécie de lógica individual, eis o equívoco no próprio argumento, pois uma expressão tão absurda (se o fosse) não teria sido usada por tanto tempo, como se todos os falantes das línguas que usam tal expressão (insisto: há séculos) fossem completamente destituídos de juízo ou de capacidade de raciocínio. Certas expressões não se consagram à toa em uma língua. Há, nelas, o mistério da expressividade poética, embora saibamos que, no caso do velho e bom RISCO DE VIDA, verificamos apenas uma elipse das bem óbvias: risco de (perder) a vida. Isso soa bem ao lado de variações como “vida em risco” ou “arriscar a vida”. De fato, o que se põe em risco, no caso, é a vida. Quanto a RISCO DE MORTE: errado não está, mas sua existência não impede que o outro também esteja certo e AINDA MENOS que seja este outro preferível, por ser mais usado. Prefiro RISCO DE VIDA por dois motivos: o primeiro é o de não desejar pensarem que me deixo levar por modismos filhos da falta de ciência; o segundo é menos subjetivo e mais prático: o usado há mais tempo e mais correntemente sempre me soará melhor (creio que não só a mim).


[1]  Observem o que há no verbete “risco” no dicionário HOUAISS (versão eletrônica 2010):
n substantivo masculino
1        probabilidade de perigo, ger. com ameaça física para o homem e/ou para o meio ambiente
Exs.:   r. de vida
 r. de infecção
                        r. de contaminação
Os exemplos são do autor e lá estão. O grifo em vermelho é meu.
[2]Provará que enquanto a dita resolução se dilata, está ele detido em Coimbra com contínuo risco de sua vida(...).” Pe. Antônio Vieira, em De profecia e Inquisição.

”Um carrega quatro grandes tábuas ao ombro; outro grimpa, com risco de vida, a
precária torre do enguiçado elevador; qual bate o martelo (...).” Rubem Braga, citado por CELSO CUNHA, na NOVA GRAMÁTICA DO PORTUGUÊS CONTEMPORÂNEO, 1985.

“Serei tua amante, tua companheira, tua escrava; serei tudo que ordenares, contanto que eu já
não pertença a nenhum outro, contanto que eu tenha comprado com o risco de minha vida a felicidade de nós ambos!” Aluísio Azevedo, em Casa de Pensão.

Mme. Brizard parecia ter um filho em risco de vida (...).” Aluísio Azevedo, em Casa de Pensão.

“Delporto e Pompeo foram varridos pela febre amarela e três outros italianos estiveram em risco de vida.” Aluísio Azevedo, na obra O cortiço.

Littré, on the other hand, derives ogre from Orcus, cum Orco rationem habere meaning to risk one's life.” Nota de rodapé, em Popular Tales, de Charles Perrault. Tradução de contos selecionados de Contes. Reimpressão da ed. de 1888, publicada por The Clarendon Press, Oxford. Trad. da expressão em itálico: arriscar a vida de alguém/ nossa vida.